A pesquisa está a mudar. Muita gente já não escreve três palavras no Google para abrir dez links. Faz uma pergunta completa ao ChatGPT, ao Gemini ou ao Perplexity e recebe uma resposta, muitas vezes com duas ou três recomendações. Se a sua empresa não está nessa resposta, para esse cliente não existe.
Generative Engine Optimisation, ou GEO, é o trabalho de fazer a sua empresa aparecer, e ser recomendada, nessas respostas. Não substitui o SEO. Constrói em cima dele.
Já vende
Numa casa de fados que acompanhamos, medimos de onde vem cada bilhete. Em setembro de 2026, 30 compras no site vieram do ChatGPT. Numa avaliação no Tripadvisor, um visitante conta que escolheu a sala por recomendação do Gemini. São números pequenos hoje, e estão a crescer.
O que os assistentes de IA procuram
Os assistentes recomendam o que encontram descrito de forma coerente em fontes em que confiam. Na prática:
- O mesmo nome, morada, horários, preços e link de reserva em todo o lado: Google, Apple Maps, Bing, plataformas de reserva e guias
- Dados estruturados no site, para as máquinas perceberem o que é, o que vende e onde
- Fontes independentes: imprensa, guias de viagem, diretórios do setor, Wikidata
- Páginas que respondem às perguntas que as pessoas fazem de verdade, escritas como elas as fazem
- Avaliações recentes, pedidas automaticamente depois de cada compra
Por onde começar
- Corrigir o que está errado: preços e horários desatualizados em guias e plataformas são a primeira coisa que uma IA repete
- Preparar uma ficha curta da empresa nas línguas dos seus clientes e enviá-la com cada correção
- Juntar dados estruturados e uma página de perguntas frequentes ao site
- Medir o tráfego e as compras que vêm dos assistentes de IA no Google Analytics 4
O GEO é um trabalho lento, que se mede em meses e que se acumula. As empresas que começam agora vão ser as que os assistentes já conhecem.
Pretende avaliar a presença da sua empresa nas respostas dos assistentes de IA?
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